Hélio Recco

Endereço:
Rua Vitório Pellegrim, 244
Morro da Fumaça, Santa Catarina 88.830-000
Brasil
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Descrição

Estudou na Escola Princesa Izabel de Morro da Fumaça onde cursou o primário e o ginásio.

Sempre teve gosto pela política, paixão herdada do pai, militante ativo que à época de acirradas disputas entre os mais poderosos partidos – UDN (União Democrática Nacional) e o PSD (Partido Social Democrático) – que se alternavam no poder num período de plenitude democrática no pré 1964.

Acostumado a viver politicamente como a democracia, sem no entanto participar diretamente dos pleitos eleitorais, dada sua pouca idade. Hélio não concordou em 1964 com o regime ditatorial que se instalou no país naquele fatídico mês de março, quando militares saindo de seus quartéis depuseram o presidente constituído João Goulart, para à força de baionetas instalar no Brasil um regime de arbítrio e torturas daquela data em diante.

Por isso, tão logo foi possível, filiou-se ao MDB – Movimento Democrático Brasileiro – fundado por não muitas pessoas de coragem que ousaram fazer frente à opressão. Seu espírito combativo e corajoso fez com que seu nome fosse escolhido, através de voto secreto e responsável para ocupar uma cadeira junto à Câmara de Vereadores de Morro da Fumaça. Isso ocorreu em 1976 e naquele pleito recebeu a quantidade de 182 votos.

Em 1982 mais uma vez se submeteu ao crivo das urnas, colocando à prova seu tra-balho político de oposicionista, ainda como disputante de uma cadeira no legislativo fuma-cense. Comprovando ter agradado aqueles que haviam escolhido seu nome, anteriormente, foi reeleito à vereança do município desta feita, com aumento significativo de eleitorado pas-sando a contar com 252 votos preferenciais.

Sua experiência aliada à sua capacida-de de liderar, fez com que nessa oportunidade fosse escolhido por seus pares na edilidade para ser o Presidente da Casa Legislativa no biênio 83/84.

Em 1988. sempre estimado por seus correligionários e eleitores do município após ocupar o cargo de Presidente da Comissão Provisória do PMDB – partido que sucedeu o MDB – por força de um decreto presidencial ainda vivido no regime totalitarista, participou mais uma vez da convenção partidária saindo novamente candidato à vereança.

Desta feita eleito com surpreendente montante de 615 votos, demonstrando, sobretudo a satisfação que o eleitorado depositava sobre sua pessoa acreditando mais uma vez em seus trabalhos da soma de todos os anos em que investiu-se da honrada posição de defensor dos direitos da cidadania.

Seu prestigio foi demonstrado não somente entre os eleitores, como também entre seus pares, sendo mais uma vez escolhido para ser o Presidente da Casa do Povo no biênio 89/90.

Hélio Recco, enquanto Presidente do Legislativo presidiu a Constituinte Municipal, incumbida de elaborar e aprovar a nova Lei Orgânica do Município adaptada à nova Constituição da República outorgada em 1988, pela Assembléia Nacional Constituinte. Naturalmente sabia das responsabilidades de cada vereador naquele período; e procurou dentro da realidade sócio econômica do município, legislar para que os cidadãos pudessem contar com um conjunto legal de regras que melhor atendessem às aspirações da sociedade, notadamente das classes mais carentes e desassistidas; fatos sempre defendidos pelo nobre edil.

Durante sua atuação no mandato de 1989 a 1992, procurou em seu Plano de Metas dar prioridade ao seguinte:

1. Educação – entendia que a educação é o esteio básico para a formação de cidadãos, pleiteando a implantação na sede municipal de mais uma escola de segundo grau em razão da superlotação da única escola existente. Muitos estudantes eram obrigados a migrar para outros municípios para darem seqüência aos seus estudos. Prometeu trabalhar incansavelmente para que nenhuma criança ficasse fora da escola.

2. Saúde – Foi a área eleita para receber os maiores recursos do Poder Executivo Municipal e do Estado Catarinense. Pela manutenção adequada dos Postos de Saúde existentes, e ainda pela ampliação e ainda construção de novas unidades, com o objetivo de melhorar o atendimento junto às populações mais distantes do município e também das camadas mais carentes. Seguro de que uma população saudável é muito mais produtiva, buscou incentivar as campanhas preventivas, com medidas que impedissem o alastramento de patologias para a maioria dos cidadãos.

3. Agricultura – Buscou junto aos poderes constituídos a independência do setor, principalmente acabando com a mono agricultura liderada pelas companhias fumageiras, em busca de uma diversidade de culturas para tornar o setor melhor e mais competitivo. Para isso acreditou que somente com o incremento do seguimento através de tecnologia e maquinários adequados fariam o milagre tornar-se um pouco mais possível. Ainda neste setor sua maior preocupação foi a busca da instalação de um escritório da ACARESC dentro da municipalidade.

4. Transportes – Um de seus maiores objetivos nessa área foi o asfaltamento de estradas vicinais que ligassem o município a outros importantes centros como Urussanga e Criciúma, um antigo anseio de toda a comunidade fumacense – em sua opinião o fator de convergência para um desenvolvimento maior e mais estável.

5. Esportes – O objetivo era o de despertar o interesse da juventude do município para a prática do esporte amador. As modalidades de atletismo, futebol, vôlei, basquete, etc.; constituíam suas maiores preocupações para a integração da juventude. Também nesta área imaginou a possibilidade premente da construção de um moderno e capacitado Ginásio de Esportes para abrigar os principais eventos esportivos.

Hélio treinou o Clube de Futebol: Sociedade Recreativa Rui Barbosa e na condição de treinador nos anos de 1985 e 1986 conseguiu o titulo inédito de campeão invicto da LARM – que se realizou em Criciúma – tendo dirigido o melhor time de Futebol de Salão da liga – o jogo chamado de Futsal.

Praticou por muitos anos o futebol sagrando-se Vice Presidente da Liga Amadora Catarinense.

Hélio Recco passou definitivamente para a História pelo seu ideário político e pela luta pelo restabelecimento do estado de direito dentro do país.